o jogo causou muito furor entre os jogadores
ao privilegiar o estilo arcade e praticamente abandonar
as raízes da franquia Colin McRae — que pretendia ser um simulador de ralis.
Agora, em DiRT 3, parece que a Codemasters está ainda mais segura quanto ao verdadeiro gênero da série,
evoluindo a dirigibilidade para oferecer corridas
ainda mais empolgantes no melhor estilo arcade.
Gincana
Entre as reclamações mais frequentes entres os jogadores de DiRT 2 estava a forma como o jogo sacrificou sessões de rali para poder explorar outras modalidades de competição. Ciente disto a Codemasters resolveu retomar rever a composição do modo carreira, que contará com muito mais sequencias de rali propriamente dito, com provas de tempo e regularidade.
Todavia, a grande atração de DiRT 3 é a inclusão das provas de “Gymkhana” — nunca antes retratadas em um jogo de vídeo game. A gincana automobilística ficou famosa graças às proezas do piloto Ken Block, que agora serve de consultor para a equipe de desenvolvimento da Codemasters.
Em Gymkhana, você encara uma sucessão de saltos e outras acrobacias com o veículo. No jogo, esta modalidade aparece mais de uma vez em diferentes cenários, um deles é o DC Compound, uma versão modificada do London's Battersea Power Station — presente em DiRT 2.
As provas de Gymkhana são formadas por vários eventos diferentes, cada um explorando uma habilidade do piloto/dublê. Ao todo, são seis tipos de desafios: “Pole Dancer”, “Trailer Thrash”, “Pipe Dream”, “Can You Dig It”, “Airborne” e “Block Buster”.

“Pole Dancer” consiste basicamente em fazer círculos (o popular “zerinho”) ao redor de um mastro, manobra que exige muito controle da aceleração e frenagem.
“Trailer Thrash”, “Pipe Dream” e “Can You Dig It” são todas provas de drift, que farão com que você “deslize” debaixo de trailers, canos e retroescavadeiras, respectivamente.
Já em “Airborne” o objetivo é executar um salto com uma aterrissagem perfeita, enquanto em “Block Buster” o ponto é estraçalhar todos os blocos de isopor que estão espalhados na pista.
Segura peão
Os gráficos seguem impressionantes, mas a dirigibilidade é o aspecto técnico que recebeu mais modificações nesta edição. A engine de física está mais avançada, resultando em efeitos mais realistas nos diferentes tipos de terreno.
O sistema flashback retorna depois de aparecer com sucesso em DiRT 2,
Race Driver: GRID e
F1 2010. Com a funcionalidade, o jogador pode “repetir” um determinado trecho da pista, corrigindo eventuais erros que poderiam comprometer toda uma corrida.
A ideia é deixar o jogo mais acessível, verdadeiramente mais arcade, porém a essência da série dita caminhos difíceis de serem desviados, portanto, mesmo com o esquema de dirigibilidade mais “simples” e com vários recursos de assistência a pilotagem, DiRT 3 ainda deve manter alguns aspectos de simulação que devem agradar aos fãs mais saudosistas.
DiRT 3 deve estabelecer novos padrões para a tradicional franquia de jogos de rali. O título ainda não tem data de lançamento definida, mas acredita-se que a largada para mais um rali aconteça somente no segundo semestre de 2011.